Viajar com pais acima de 70: o que muda no seguro
Faixa etária, agravo e limite de idade. Três coisas que mudam o preço e, em alguns planos, a possibilidade de contratar.
Equipe kalmaai · 12 de agosto de 2026 · 8 min de leitura

Todo mundo que pesquisa seguro para a Europa esbarra no mesmo número: € 30 mil. Ele aparece nos sites das seguradoras, nos comparadores e nos grupos de viagem, quase sempre sozinho, como se fosse a única exigência. Não é.
O acordo de Schengen pede que a apólice cubra despesas médicas e hospitalares de no mínimo € 30 mil, valha em todos os países do bloco e inclua repatriação. As três coisas juntas. Uma apólice de € 100 mil que não menciona repatriação pode ser recusada, e uma de € 30 mil que cobre só um país também.
O que o consulado lê na apólice
O documento precisa dizer, em texto, o valor da cobertura médica, o período de vigência e a área geográfica. Vigência que termina antes da data de volta é motivo de recusa mesmo quando o valor está certo — e é o erro mais comum de quem compra o seguro antes de fechar a passagem.
Compre o seguro depois de ter as datas fechadas. Estender a vigência depois custa mais caro do que contratar certo da primeira vez.
Quando o mínimo não basta
O mínimo é o mínimo. Uma internação de três dias em Lisboa consome boa parte de € 30 mil, e em países como Suíça e Noruega o teto some mais rápido ainda. Se a viagem for longa, com esporte, ou com alguém acima de 60 anos, o degrau seguinte costuma custar poucos reais a mais por dia.
Vale comparar o que muda entre um plano e o outro antes de olhar só o preço final. A diferença entre € 30 mil e € 60 mil quase nunca é proporcional ao que aparece na conta.


